Google+ PENSAMENTOS LIBIDINOSOS: Maio 2011

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Eu só queria...







Queria saber o que sentiria se a tua sensualidade

não me turvásse os sentidos e a razão...

Queria deixar de procurar no teu corpo

o desejo que não me pertence...

Queria saber o que sentiria se não procurásse

a mulher de lingerie, a tal dos anúncios ou dos filmes...

Queria sentir-te sem pronunciar em silêncio

as obscenidades que alimentam o prazer...

Queria ser capaz de te amar sem fantasiar

para além de ti, do teu corpo...

Queria ser capaz de te penetrar

sem ter que suportar o prazer formatado da palavra...

Queria ser-me em ti e sentir-te em mim

na inocência de uma descoberta...

Queria amar-te na plenitude

sem que os gestos fossem os passos sequenciais

de um manual de instruções...

Queria amar-te perdendo a consciência

na transcendência original...

Queria que o orgasmo não tivesse nome,

fosse algo inominado, mais que um objectivo...

Queria a continuidade...amar depois do amor...

permanecer...

Queria olhar e tocar o teu sexo e estar presente,

escapando aos devaneios da mente perversa,

deixando de imaginar a mulher da lingerie,

a tal, de pernas abertas e seios hirtos,

colocando os lábios e a lingua num crescendo

que me habita sem tréguas...

Queria que tudo não fosse apenas causa e efeito...

Queria morder-te os mamilos sem saber a razão,

movimentar o meu sexo dentro do teu numa cadência

sem registo prévio, sem memória...

Queria abraçar-te num beijo,

profundo, lento e eterno...

emocionar-me, arrepiar-me, esquecer tudo...

Queria que o Agora contivesse todas as

modalidades de tempo e espaço...

Queria sentir saudades do futuro...

...Queria amar-te e ser amado, justificando a vida,

sem ser escravo do acto compulsivo de te possuir...
 
 
 
Barão de Campos

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