Google+ PENSAMENTOS LIBIDINOSOS: Fevereiro 2010

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Desejo na escuridão...




Dentro da madrugada, sonâmbulo,
existindo entre dois mundos,
enquanto dormes,
o desejo invade o meu corpo,
as minhas mãos apertam os teus seios rígidos,
deslizam para o teu sexo quente e húmido...
Esfrego-me em ti na ânsia cega
de te penetrar de todas as formas...
Mordo os teus lábios
como quem ilumina a madrugada...
O prazer torna-se som,
frémito, loucura sem contornos...
A escuridão alimenta as fantasias
mais inconfessáveis...
Tudo acontece numa dimensão
onde a razão está entorpecida...
movimentos orgásmicos...
...o prazer sem retorno,
o ejacular espesso e lento
sincronizado do líquido da vida...



Barão de Campos

TU...





Hoje dobrei-me sobre o teu corpo,
passei a língua pela tua pele,
senti o teu arrepio quente,
escutei as palavras que não disseste...
Lentamente, como quem atravessa
uma fronteira em clandestinidade,
toquei-te com as minhas mãos,
fiz de ti a palavra não pronunciada,
desejo após desejo,
entre gemidos e pensamentos disformes,
apertei-te contra o meu corpo,
entrei dentro de ti,
como quem redescobre a vida...
Ficámos em Nós,
numa pertença
sem nome...
Beijei-te no calor fundo
da tua boca...
Oscilámos as nossas línguas
em movimentos sincronizados...
Olhei-te como se os teus olhos
fossem o espelho dos meus...
Amei-te no desejo,
numa melodia a mil tempos...
Avolumei o prazer no desejo que sentias,
afundei-me em ti,
conquistador ou naufrago...
Talvez a última palavra
tivesse sido a que não disseste...
Talvez a resposta fosse:
Amo-te...



Barão de Campos

....






Mordia os teus lábios quentes e húmidos,
sorvia a tua língua volumosa,
apertava os teus cabelos,
agitava-me entre o lamber dos teus mamilos
e a procura escaldante do desejo...
Intenso o cheiro, tudo em ti era pleno,
os contornos das tuas ancas,
a humidade espessa do teu sexo...
Penetrava o teu corpo,
rebentava dentro de ti
o prazer que as palavras não dizem...
olhava-te e o desejo ardia...
Gritavas e gemias
balbuciando o meu nome...
Permanecias de coxas bem abertas,
balouçando entre o espasmo
e a vertigem...
Olhar cúmplice,
esboçavas um sorriso,
desenhavas uma lágrima,
prolongavas o sentir 
do desejo cumprido...


Barão de Campos

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